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Guia TISS: como preencher, faturar convênios e evitar glosas

Campo a campo, checklist da recepção, recurso de glosa e a conciliação do repasse: o caminho completo da guia enviada ao dinheiro confirmado no caixa.

19 min de leitura por Equipe Transfermed
Guia TISS: como preencher, faturar convênios e evitar glosas

Se a sua clínica atende convênio, a resposta curta é esta: a maior parte das glosas não nasce de divergência clínica, nasce de campo preenchido errado na guia. Carteira vencida, senha fora da validade, código TUSS que não corresponde ao procedimento descrito, data de execução diferente da data autorizada, CNES ou CBO-S do executante em branco. São falhas de cadastro e de conferência, e todas dá para pegar antes de o lote sair.

Preencher a guia TISS corretamente é, na prática, garantir coerência entre três documentos: o pedido do solicitante, a autorização da operadora e a guia enviada. Se os três dizem a mesma coisa (mesmo beneficiário, mesmo procedimento, mesma data, mesmo prestador), a conta passa. Este artigo mostra o campo exato que costuma derrubar cada bloco da guia, o checklist da recepção, a estrutura do recurso de glosa e, no fim, a parte que quase ninguém fecha: a conciliação que confirma se o valor apresentado virou dinheiro na conta.

Guia voltou: o que a glosa custa de verdade para a clínica

A cena é conhecida. Terça-feira, paciente atendido, tomografia realizada, laudo publicado, guia enviada no lote do fechamento. Quarenta dias depois chega o demonstrativo e, no meio das linhas pagas, aparecem seis guias com valor liberado zerado e um código de motivo que ninguém na recepção sabe traduzir. O exame aconteceu, o filme foi gasto, o profissional foi pago. Só o dinheiro não veio.

Glosa é a recusa total ou parcial do pagamento pela operadora. Ela pode atingir a guia inteira ou apenas um item dentro dela, como um contraste, uma incidência adicional ou um material. Não é multa nem penalidade: é a operadora dizendo que, do jeito como a conta foi apresentada, aquele valor não será pago.

O erro de gestão é tratar glosa como papelada. Glosa é receita já produzida, com custo já incorrido, parada. Suponha uma clínica que apresenta R$ 80 mil por mês em convênios e convive com 6% de glosa que nunca é recorrida. São R$ 4.800 por mês, quase R$ 58 mil no ano, saindo do resultado sem que ninguém tenha feito um atendimento a menos. Esse é o valor de uma recepção que confere e de um faturista que recorre.

Vale a comparação com outra perda silenciosa da agenda: a falta de paciente na clínica pelo menos aparece como horário vazio e incomoda todo mundo. A glosa não incomoda ninguém, porque o atendimento aconteceu. Ela só some do extrato.

O que é o padrão TISS e quem é obrigado a usar

O TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) é o padrão obrigatório definido pela ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, para a troca de informação entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Antes dele, cada operadora tinha o seu formulário e a sua regra. Hoje a estrutura da guia, os campos e os códigos são os mesmos, o que muda de contrato para contrato são valores, prazos e exigências de autorização.

O padrão se organiza em quatro componentes. Em linguagem de recepção:

  • Organizacional: as regras do jogo. Quem envia, quem recebe, como o prestador se identifica, como se estruturam os lotes e os protocolos.
  • Conteúdo e Estrutura: as guias em si e o formato do arquivo. É aqui que vive o desenho de cada campo e o XML que o seu sistema gera.
  • Representação de Conceitos em Saúde: a linguagem única. A TUSS, a CID-10, o CBO-S e as demais tabelas de domínio que impedem que cada clínica chame o mesmo exame de um jeito.
  • Segurança e Privacidade: como esse dado trafega e quem pode ver. Guia de convênio carrega nome, carteira, procedimento e às vezes diagnóstico, ou seja, dado pessoal sensível na definição da LGPD.

Não é assunto só de hospital. Consultório de dentista, clínica médica, centro de diagnóstico por imagem e laboratório que atende convênio faturam por TISS do mesmo jeito. Muda o volume e o tipo de guia predominante, não a obrigação.

Um cuidado operacional: a ANS atualiza periodicamente o componente de Conteúdo e Estrutura, e cada versão tem data de início de obrigatoriedade e período de convivência com a anterior. Antes de configurar ou atualizar o sistema, confirme no portal da ANS qual é a versão vigente e a partir de quando ela passa a ser exigida. Não confie em número decorado nem em versão que alguém citou em grupo de WhatsApp: lote enviado em versão desatualizada costuma ser rejeitado na entrada, sem sequer chegar à análise da conta.

Quais guias existem e qual você usa em cada atendimento

Escolher a guia errada é glosa antes mesmo de começar. Na rotina de clínica e centro de diagnóstico, o mapa é este:

GuiaQuando usarAtenção principal
Guia de ConsultaConsulta eletiva simples, sem procedimento associadoSe houver qualquer procedimento no mesmo atendimento, ele não cabe aqui
Guia SP/SADTExame de imagem, exame laboratorial, terapia e procedimentos ambulatoriaisÉ a mais usada em centro de diagnóstico e a que concentra o maior número de campos críticos
Guia de Solicitação de InternaçãoPedido de internação clínica, cirúrgica, obstétrica ou psiquiátricaAutorização prévia quase sempre exigida
Guia de Resumo de InternaçãoFechamento da conta da internação realizadaPrecisa conversar com os anexos de despesa
Guia de Honorário IndividualCobrança do honorário do profissional vinculado a uma internaçãoDepende do número da guia de referência
Anexo de Outras DespesasMateriais, medicamentos, taxas, diárias e gasesItem sem descrição e sem quantidade coerente é alvo fácil de glosa
Anexo de OPMEÓrteses, próteses e materiais especiaisCostuma exigir autorização específica e identificação do fabricante

Solicitante e executante não são a mesma coisa

Esse é o erro clássico de quem recebe pedido de fora. O contratado solicitante é quem pediu o exame. O contratado executante é quem realiza e cobra. Na SP/SADT existem campos separados para cada um, e trocar a ordem gera devolução imediata.

Exemplo concreto. Um dentista parceiro envia uma paciente para tomografia de feixe cônico na sua clínica de imagem. Nos campos do profissional solicitante entram o nome do dentista, o conselho profissional (CRO), a UF e o número dele na operadora. Nos campos do executante entram os dados da sua clínica: o CNES do estabelecimento, o código do prestador na operadora e, no item executado, o profissional responsável com CRO ou CRM, UF e CBO-S. Trocar isso significa cobrar em nome de quem não realizou o exame.

Em odontologia, some a isso a atenção à tabela: além da TUSS, muita operadora trabalha com tabela própria e com correspondência de códigos de procedimentos odontológicos. Conferir o código no contrato vigente evita cobrar por uma descrição que a operadora simplesmente não reconhece.

Campo a campo: os erros de preenchimento que mais geram glosa

Bloco do beneficiário

  • Número da carteira digitado com um dígito trocado. É a causa mais banal e mais frequente. Digitação manual a partir de foto no celular multiplica o risco.
  • Validade da carteira vencida na data da execução. Não basta estar válida no agendamento.
  • Nome abreviado. O nome precisa vir completo, exatamente como está no cadastro da operadora, sem "J. da Silva".
  • Atendimento a bebê ainda não incluído no plano, que exige a marcação própria e os dados da mãe conforme a regra da operadora.
  • Plano e cobertura contratual: beneficiário em carência ou com o procedimento fora da cobertura vai gerar recusa mesmo com a guia impecável.

Bloco da autorização

  • Senha em branco em procedimento que exige autorização prévia.
  • Senha vencida antes da execução. Autorização tem prazo de validade. Paciente que remarca duas vezes é candidato natural a esse erro: a senha de março não cobre o exame feito em maio.
  • Número da guia atribuído pela operadora ausente ou trocado com o número da guia no prestador.
  • Quantidade autorizada menor do que a executada. Se foram autorizadas duas sessões e você cobra quatro, duas glosam.

Bloco do procedimento

  • Código de tabela, código do procedimento e descrição precisam ser coerentes entre si. Código TUSS certo com descrição de outro exame é convite à glosa técnica.
  • Tabela errada: muitas operadoras usam tabela própria ou referência à CBHPM em versão específica definida no contrato. O sistema precisa saber qual tabela vale para qual convênio.
  • Quantidade, via de acesso e técnica utilizada em branco quando o procedimento exige.
  • Regras de acumulação: alguns códigos não podem ser cobrados juntos, outros exigem redução percentual no segundo item. Isso está no contrato e nas regras da tabela, não na guia.

Bloco do executante

  • CNES do estabelecimento ausente, desatualizado ou de outra unidade da rede.
  • Código do prestador na operadora trocado entre matriz e filial.
  • Conselho profissional, número, UF e CBO-S do executante. O CBO-S incompatível com o procedimento é motivo recorrente de recusa.

Bloco do atendimento

  • Data de realização diferente da data que consta no laudo ou fora do período autorizado.
  • Tipo e caráter do atendimento: marcar urgência em exame eletivo (ou o contrário) muda a regra de análise e pode anular a exigência ou a dispensa de senha.
  • Indicação de acidente: campo obrigatório, com opção para acidente de trabalho, trânsito ou outros. Deixar em branco derruba a guia em várias operadoras.
  • CID quando exigido pelo contrato, coerente com o procedimento cobrado. Padronizar a lista de CID usada pela equipe reduz muito a variação entre profissionais.
  • Assinatura do beneficiário comprovando o atendimento e assinatura do profissional executante quando aplicável. Guia sem assinatura é glosa administrativa pura.

Regra de ouro: qualquer divergência entre o que está na guia, no pedido do solicitante e no laudo é glosa quase certa. O auditor da operadora compara documentos. Se a data no laudo é 12 e na guia é 14, a discussão começa perdida.

Antes de enviar: o checklist de 2 minutos da recepção

Esse checklist não é do faturista. É da recepção, no momento em que o paciente está na sua frente, que é a única hora em que o erro sai barato.

  1. Elegibilidade conferida no agendamento e novamente na chegada. Carteira válida, plano ativo, procedimento coberto, carência cumprida.
  2. Senha dentro da validade na data de hoje. Se o paciente remarcou, a senha é reconferida, sem exceção.
  3. Código conferido na tabela daquela operadora, não na tabela genérica nem no que foi usado no convênio anterior.
  4. Dados do solicitante completos: nome, conselho, número e UF. Pedido sem esses dados volta para o solicitante antes do exame, não depois.
  5. Data de execução igual em guia, laudo e sistema.
  6. Assinaturas colhidas antes de o paciente sair da recepção.
  7. Pedido, carteira, documento e guia digitalizados e anexados ao cadastro do paciente na hora.

Depois vem a disciplina de envio. Cada operadora tem o seu prazo de apresentação previsto em contrato, e conta perdida por prazo é a glosa mais indefensável que existe. Monte um calendário de fechamento por convênio, com o dia de corte de cada um, e trate essa data como consulta marcada.

No envio, o lote em XML recebe uma numeração e a operadora devolve um protocolo de recebimento. Guarde os dois, vinculados às guias que foram naquele lote. Sem essa amarração, quando a operadora disser que não recebeu, você não tem como provar o contrário.

Por fim, arquivamento. Pedido, laudo, senha e guia assinada precisam estar a segundos de distância do faturista, no cadastro do paciente, e não em uma pasta física ou em um e-mail antigo. Um GED organizado é o que transforma um recurso de glosa em tarefa de cinco minutos em vez de uma caça ao documento. Quem trabalha com imagem tem uma vantagem extra aqui: em um sistema de radiologia PACS com integração RIS PACS, exame, laudo e documentos do atendimento já ficam no mesmo lugar do cadastro que originou a guia.

A guia glosou: como ler o demonstrativo e montar o recurso

Tudo começa na leitura correta do Demonstrativo de Análise de Conta (DAC) e do Demonstrativo de Pagamento. Eles trazem, guia a guia e item a item, quatro informações que a clínica precisa comparar:

  • valor apresentado (o que você cobrou);
  • valor processado ou liberado (o que a operadora aceitou);
  • valor glosado (a diferença);
  • código e motivo da glosa (a razão declarada).

Esse código é o ponto de partida do recurso. Sem traduzir o motivo, o faturista reapresenta no escuro e coleciona a mesma recusa. Monte uma tabela interna de códigos por operadora, com a tradução em português e a ação correspondente. Em poucos meses ela vira o ativo mais útil do setor.

As três famílias de glosa

TipoO que éComo reagir
AdministrativaDado errado ou ausente, senha inválida, prazo de envio perdido, guia duplicada, assinatura faltandoCorrigir o dado e reapresentar com o comprovante. É a mais recuperável e a mais evitável.
TécnicaProcedimento sem justificativa clínica, incompatibilidade entre CID e procedimento, quantidade acima do previsto, item considerado incluso em outroRecurso com fundamentação clínica: laudo, pedido, evolução e justificativa do profissional.
LinearCorte aplicado no total da conta sem análise individual dos itensExigir a discriminação item a item e o motivo de cada recusa. Corte sem análise não se sustenta em uma discussão contratual.

Passo a passo do recurso

  1. Identifique o motivo real, traduzindo o código do demonstrativo. Metade dos recursos falha por atacar o motivo errado.
  2. Junte a prova: pedido do solicitante, laudo assinado, número e validade da senha, guia com assinatura do beneficiário, protocolo do lote e, quando for glosa técnica, a justificativa clínica do profissional.
  3. Reapresente dentro do prazo contratual, no canal que a operadora define (portal, arquivo XML de recurso ou formulário próprio). Recurso fora do canal costuma nem ser registrado.
  4. Protocole e registre número, data e responsável.
  5. Acompanhe até o desfecho: recurso aberto é conta a receber em disputa, não conta encerrada.

Modelo de justificativa em quatro linhas

1. Identificação: guia nº X, beneficiário, procedimento e data de execução.
2. Motivo informado: código e descrição da glosa exatamente como no demonstrativo.
3. Contestação objetiva: o que comprova que o motivo não se aplica, em uma ou duas frases.
4. Provas anexadas: lista numerada dos documentos, com a autorização e o protocolo do lote.

Sobre prazos, um aviso honesto: não existe prazo universal de envio, de recurso ou de pagamento. Eles saem do contrato assinado entre a clínica e cada operadora. A Lei 13.003/2014 e as regras de contratualização exigem justamente que essa relação esteja formalizada por escrito, com objeto, valores, critérios de reajuste e prazo de pagamento definidos. Ou seja, o seu prazo está no seu contrato. Se o setor de faturamento nunca leu esses contratos, comece por aí, com uma ficha resumo por convênio.

E quando a glosa se repete sempre no mesmo código, pare de recorrer no varejo. Recorrer todo mês do mesmo item é aceitar retrabalho permanente. Junte três meses de evidência, quantifique o valor envolvido e leve o assunto ao relacionamento com prestadores da operadora como pauta única. Ou existe uma regra contratual que a clínica desconhece, ou existe um erro de parametrização que só será corrigido se alguém apontar.

Fechando o ciclo do dinheiro: guia enviada, valor a receber, repasse conferido

Aqui está a falha mais cara e menos comentada do faturamento de convênios: a guia sai do sistema e o valor nunca vira contas a receber. A clínica passa a acreditar no depósito. Se a operadora pagar 92% do que foi apresentado, ninguém percebe os 8% que ficaram no caminho, porque não existe um número esperado para comparar com o número recebido.

Conciliar é comparar quatro totais, por operadora, todo mês:

  • total apresentado no período;
  • total pago no repasse;
  • total glosado, aberto por motivo;
  • total recuperado em recurso.

Feita a conta, quatro indicadores contam a história inteira do convênio: percentual de glosa por operadora, prazo médio entre a execução e o recebimento, valor em aberto por convênio (incluindo o que está em recurso) e ticket médio do convênio comparado ao do particular. É esse conjunto que separa a operadora que dá volume da operadora que dá lucro.

Com esses números, a decisão difícil fica objetiva. Imagine um exame cujo custo direto seja de R$ 70 entre insumo, tempo de sala e rateio, com repasse de R$ 95 pago em 60 dias, contra R$ 180 no particular pagos na hora. O convênio ainda pode valer a pena para ocupar horário ocioso e alimentar o funil, mas não deveria disputar a agenda de pico com o particular. Isso é decisão de mix, e ela conversa diretamente com a sua estratégia de marketing para clínicas e consultórios: se o percentual de glosa é alto e o prazo é longo, o esforço de captação precisa mirar outro perfil de paciente.

É nesse ponto que o sistema deixa de ser detalhe operacional. No Transfermed, o faturamento de convênios e as guias TISS ficam na mesma plataforma da agenda, do prontuário e dos exames, e o módulo financeiro registra as contas a receber e mostra indicadores como faturamento do mês, a receber e ticket médio. A vantagem prática é simples: o atendimento que gerou a guia, o laudo que serve de prova no recurso e o valor que ainda não entrou vivem no mesmo cadastro, sem planilha paralela para amarrar as pontas.

Um último cuidado que não é burocracia. Guia, demonstrativo e recurso circulam com nome, carteira, procedimento e às vezes diagnóstico do paciente. Pela LGPD, isso é dado pessoal sensível. Envio por grupo de WhatsApp, planilha compartilhada com link público e pasta de rede aberta para toda a equipe são riscos reais. Acesso por perfil, trilha de quem viu o quê e transmissão criptografada deveriam ser requisito de qualquer sistema para clínicas e consultórios que trate faturamento de convênio.

Perguntas frequentes sobre guia TISS e glosa

O que é o padrão TISS e quem é obrigado a usar?

O TISS é o padrão obrigatório da ANS para a troca de informação entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Ele define as guias, os campos, as tabelas de domínio e o formato do arquivo enviado. Vale para qualquer prestador que atenda saúde suplementar, incluindo consultórios, clínicas, centros de diagnóstico e laboratórios, e não apenas hospitais.

Qual a diferença entre a guia de consulta e a guia SP/SADT?

A guia de consulta cobre a consulta eletiva simples, sem procedimento associado. A guia SP/SADT é usada para serviços profissionais e serviços auxiliares de diagnóstico e terapia, como exames de imagem, exames laboratoriais, terapias e procedimentos ambulatoriais. Se houve procedimento no mesmo atendimento, a SP/SADT é a guia correta.

Quais são os campos da guia TISS que mais causam glosa?

Os campeões são número e validade da carteira, senha de autorização vencida ou ausente, código de procedimento incompatível com a descrição ou com a tabela do contrato, data de realização divergente do laudo, dados do executante (CNES, conselho, UF e CBO-S) e a indicação de acidente deixada em branco. A assinatura do beneficiário também derruba muita guia. A regra prática é conferir se pedido, autorização e guia dizem exatamente a mesma coisa.

Qual é o prazo para enviar a guia ao convênio e para recorrer de uma glosa?

Não existe prazo único: ele é definido no contrato entre a clínica e cada operadora, que pela legislação de contratualização precisa estar formalizado por escrito, com prazo de pagamento previsto. O caminho seguro é montar uma ficha por convênio com data de corte do lote, prazo de recurso e prazo de pagamento, e revisar essa ficha a cada renovação contratual.

Como recorrer de uma glosa e o que anexar no recurso?

Comece traduzindo o código de motivo do Demonstrativo de Análise de Conta, porque ele indica se a glosa é administrativa, técnica ou linear. Reúna pedido do solicitante, laudo, número e validade da senha, guia assinada e protocolo do lote, e acrescente a justificativa clínica do profissional quando a recusa for técnica. Reapresente pelo canal oficial da operadora dentro do prazo contratual, guarde o protocolo e acompanhe até o desfecho.

Como acompanhar quanto cada convênio ainda deve para a clínica?

Cada guia enviada precisa virar um lançamento em contas a receber, com valor apresentado, valor pago, valor glosado e valor em recurso. Comparando esses totais por operadora todo mês, você enxerga o percentual de glosa, o prazo médio de recebimento e o saldo em aberto de cada convênio. Sem esse registro, a clínica só sabe o que entrou, nunca o que deixou de entrar.

Perguntas frequentes

O que é o padrão TISS e quem é obrigado a usar?

O TISS é o padrão obrigatório da ANS para a troca de informação entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Ele define as guias, os campos, as tabelas de domínio e o formato do arquivo enviado. Vale para qualquer prestador que atenda saúde suplementar, incluindo consultórios, clínicas, centros de diagnóstico e laboratórios, e não apenas hospitais.

Qual a diferença entre a guia de consulta e a guia SP/SADT?

A guia de consulta cobre a consulta eletiva simples, sem procedimento associado. A guia SP/SADT é usada para serviços profissionais e serviços auxiliares de diagnóstico e terapia, como exames de imagem, exames laboratoriais, terapias e procedimentos ambulatoriais. Se houve procedimento no mesmo atendimento, a SP/SADT é a guia correta.

Quais são os campos da guia TISS que mais causam glosa?

Os campeões são número e validade da carteira, senha de autorização vencida ou ausente, código de procedimento incompatível com a descrição ou com a tabela do contrato, data de realização divergente do laudo, dados do executante (CNES, conselho, UF e CBO-S) e a indicação de acidente deixada em branco. A assinatura do beneficiário também derruba muita guia. A regra prática é conferir se pedido, autorização e guia dizem exatamente a mesma coisa.

Qual é o prazo para enviar a guia ao convênio e para recorrer de uma glosa?

Não existe prazo único: ele é definido no contrato entre a clínica e cada operadora, que pela legislação de contratualização precisa estar formalizado por escrito, com prazo de pagamento previsto. O caminho seguro é montar uma ficha por convênio com data de corte do lote, prazo de recurso e prazo de pagamento, e revisar essa ficha a cada renovação contratual.

Como recorrer de uma glosa e o que anexar no recurso?

Comece traduzindo o código de motivo do Demonstrativo de Análise de Conta, porque ele indica se a glosa é administrativa, técnica ou linear. Reúna pedido do solicitante, laudo, número e validade da senha, guia assinada e protocolo do lote, e acrescente a justificativa clínica do profissional quando a recusa for técnica. Reapresente pelo canal oficial da operadora dentro do prazo contratual, guarde o protocolo e acompanhe até o desfecho.

Como acompanhar quanto cada convênio ainda deve para a clínica?

Cada guia enviada precisa virar um lançamento em contas a receber, com valor apresentado, valor pago, valor glosado e valor em recurso. Comparando esses totais por operadora todo mês, você enxerga o percentual de glosa, o prazo médio de recebimento e o saldo em aberto de cada convênio. Sem esse registro, a clínica só sabe o que entrou, nunca o que deixou de entrar.

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