Código de procedimento odontológico é o nome do que você fez traduzido para a linguagem que a operadora processa. A dentista escreve restauração no 36 na evolução; a guia precisa de um código de oito dígitos, o dente, as faces envolvidas, a data, a quantidade e o executante com CRO. Se qualquer um desses campos sair errado ou em branco, o procedimento foi feito, o material foi gasto, a cadeira foi ocupada e o pagamento não entra.
A lista oficial dos procedimentos odontológicos da saúde suplementar é a Tabela 20 da TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar), publicada pela ANS dentro do Padrão TISS. Ela é revisada periodicamente: código entra, muda de denominação e é desativado. Por isso este artigo não republica planilha em ordem numérica. Ele organiza os códigos por grupo de atendimento, do jeito que a recepção digita, mostra em cada grupo o campo que vira glosa e ensina você a conferir o número na fonte oficial antes de faturar.
O que é um código de procedimento odontológico (e por que ele decide se você recebe)
O código é uma etiqueta padronizada. Ele existe para que a mesma restauração de resina em duas faces signifique exatamente a mesma coisa na sua clínica, na operadora e na auditoria, sem depender de como cada profissional escreve no prontuário.
Um ponto que confunde muita gente na recepção: código de procedimento não é diagnóstico. A lista de CID descreve a doença ou a condição do paciente (o CID-10 diz que existe uma cárie, uma periodontite, uma anomalia). O código de procedimento descreve o que foi executado para tratar aquilo. Os dois convivem na mesma guia em várias situações, mas não se substituem.
Na prática, a cena é sempre parecida. O cirurgião-dentista evolui: "restaurei o 36". A recepção pega essa frase e precisa transformar em: código da restauração compatível com o número de faces e o material usado, dente 36, faces oclusal e mesial, quantidade 1, data do atendimento, profissional executante e conselho. Falta de tradução nessa etapa é a origem mais comum de guia devolvida.
A consequência é direta e mensurável no caixa: código certo e completo vira pagamento no lote seguinte; código errado, incompleto ou desativado vira glosa, que significa recurso, prazo, anexo e dinheiro parado por semanas.
TUSS, CBHPO e tabela própria: qual lista você deve usar
Existem listas diferentes circulando com nomes parecidos, e usar a errada é um jeito silencioso de perder receita. Vale separar.
- TUSS, Tabela 20: é a terminologia de procedimentos e eventos odontológicos do Padrão TISS, mantida pela ANS. É a linguagem obrigatória de troca entre prestador e operadora na saúde suplementar. Os códigos têm oito dígitos.
- CBHPO (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Odontológicos): referência de hierarquia e valorização defendida por entidades da classe, ligada ao trabalho de CFO, CROs e ABO. Serve de base de negociação de honorários. Não é a mesma coisa que a TUSS e não substitui o código que vai na guia.
- Tabela própria da operadora (a Tabela 22 do TISS abre espaço para isso): alguns contratos trabalham com codificação interna, e o TUSS entra como um "de para". Quem administra o convênio precisa saber qual das duas o sistema envia.
- SIGTAP e a tabela SIA-SUS: é a codificação da rede pública. Se a clínica atende SUS por algum vínculo, essa é outra lista, com outras regras de registro e faturamento.
Também vale lembrar que o TUSS não é uma tabela só. Além da Tabela 20 (procedimentos odontológicos), o padrão traz a Tabela 18 (diárias e taxas), a Tabela 19 (materiais e OPME) e a Tabela 22 (tabela própria). Cirurgia com material específico costuma exigir linhas em mais de uma tabela na mesma guia.
A regra de ouro cabe em uma frase: quem manda é a versão vigente da tabela na data do atendimento, combinada com o que está no anexo do seu contrato. Cobertura, valor e exigência de auditoria prévia vêm do contrato, não da planilha. Dois convênios podem aceitar o mesmo código e pagar valores bem diferentes por ele.
Lista prática por grupo de atendimento (do jeito que a recepção digita)
Aqui vem o aviso honesto, e ele é a razão de este artigo ser útil: não copie número de código de blog nenhum, incluindo este. Números de TUSS envelhecem a cada revisão da ANS, e um código desativado reproduzido em dezenas de sites continua circulando por anos. O que não muda de uma revisão para outra é a estrutura: os grupos de atendimento, a denominação oficial do procedimento e os campos obrigatórios que acompanham cada linha.
Então use a tabela abaixo como mapa de tradução e busque o número pela denominação do procedimento na planilha vigente publicada pela ANS e no anexo do seu contrato.
| Grupo | Como o paciente fala | Denominação que você procura na tabela | Campo que mais vira glosa |
|---|---|---|---|
| Consulta e urgência | "Vim só olhar", "quebrou e está doendo" | Consulta odontológica, consulta de urgência, atendimento de urgência | Consulta lançada junto de procedimento no mesmo dia sem regra de acumulação |
| Prevenção | "Limpeza" | Profilaxia, raspagem supragengival, aplicação de flúor, selante | Periodicidade: repetição antes do intervalo previsto no plano |
| Dentística | "Obturação", "restauração" | Restauração por material, dente anterior ou posterior e número de faces | Faces em branco ou em número menor do que o executado |
| Endodontia | "Tratamento de canal" | Tratamento endodôntico por número de raízes ou condutos, retratamento, pulpotomia | Radiografia inicial e final ausente; sessão faturada sem conclusão |
| Periodontia | "Limpeza profunda", "gengiva sangrando" | Raspagem subgengival por sextante ou hemiarcada, cirurgia periodontal | Região ou sextante não identificado |
| Cirurgia e exodontia | "Arrancar o dente", "tirar o siso" | Exodontia simples, de raiz residual, com odontossecção, de incluso ou semi incluso | Escolha da linha errada e falta de radiografia comprobatória |
| Prótese | "Coroa", "pino", "dentadura" | Núcleo, coroa por material, prótese total ou parcial removível | Auditoria prévia não solicitada e carência não verificada |
| Ortodontia | "Aparelho" | Documentação, instalação de aparelho, manutenção mensal | Manutenção lançada em mês sem comparecimento registrado |
| Odontopediatria | "Dente de leite" | Procedimentos em decíduos, adequação do meio bucal, mantenedor de espaço | Código de permanente usado em decíduo (e o contrário) |
| Radiologia e documentação | "Raio X", "documentação" | Radiografia periapical, interproximal, panorâmica, telerradiografia, tomografia | Quantidade de tomadas divergente do que foi anexado |
| Implantodontia | "Implante", "parafuso" | Instalação de implante, enxerto, componente protético | Material lançado sem a linha correspondente na tabela de materiais |
Independentemente do grupo, cinco informações acompanham praticamente toda linha da GTO, a Guia de Tratamento Odontológico: dente ou região, face quando aplicável, quantidade, data de realização e profissional executante com o número do CRO. É a ausência de um desses campos, e não o código em si, que responde por boa parte das devoluções.
Os campeões de dúvida: restauração e exodontia
Dois grupos concentram a maior parte das perguntas da recepção, porque em ambos existe mais de uma linha possível para o que parece ser "o mesmo procedimento".
Restauração
A linha muda conforme três variáveis: material (resina, ionômero, amálgama), dente anterior ou posterior e número de faces. Uma restauração de resina em dente posterior com três faces não é a mesma linha de uma restauração de uma face, e a diferença de valor é relevante quando você multiplica por um mês inteiro.
O erro clássico é a evolução dizer "restauração no 46" sem detalhar, e a recepção lançar por padrão a de uma face. O procedimento é pago, ninguém reclama, e a clínica perde a diferença de duas faces em silêncio, todo dia. Esse tipo de perda invisível é o mesmo raciocínio que aparece quando você vai calcular preço de procedimento odontológico sem chutar: o que não está descrito com precisão não entra na conta.
Exodontia
Aqui cada situação clínica é uma linha diferente na tabela:
- exodontia simples de dente decíduo;
- exodontia simples de dente permanente;
- exodontia de raiz residual;
- exodontia com odontossecção;
- exodontia de dente incluso ou semi incluso.
São procedimentos com complexidade, tempo de cadeira e valor distintos. Lançar tudo como "extração" é achatar o faturamento para baixo. Lançar a linha mais complexa sem sustentação clínica é o caminho oposto e costuma gerar glosa técnica, além de expor a clínica em auditoria.
Nos dois grupos, o que sustenta a linha escolhida é a documentação: radiografia periapical inicial, imagem final quando aplicável, fotos e justificativa clínica no prontuário. Vale também atenção a um detalhe operacional: quando o mesmo dente recebe procedimentos em datas diferentes (canal em uma sessão, restauração em outra, coroa depois), a guia precisa refletir cada data corretamente. Datas empilhadas no mesmo dia disparam a regra de acumulação da operadora e derrubam a linha inteira.
Paciente particular também precisa de código? Sim, só que por outro motivo
Sem operadora no meio, não existe obrigação contratual de usar TUSS. Mesmo assim, padronizar a codificação no particular resolve três problemas concretos.
Primeiro, a tabela de preços. Se cada profissional nomeia o procedimento do seu jeito, "restauração" vira cinco itens diferentes no cadastro ("restauração", "resina", "obturação", "restauração posterior", "rest. 2 faces") e nenhum relatório fecha. Com nomenclatura única, cada procedimento tem um preço só e uma linha só.
Segundo, orçamento contra execução. Só dá para comparar o que foi aprovado no plano de tratamento com o que foi de fato executado se os dois falarem a mesma língua. É assim que você descobre tratamento iniciado e nunca concluído, que é receita já negociada parada.
Terceiro, medição. Ticket médio e receita por procedimento só existem se o procedimento for uma entidade identificável no sistema, e não texto livre. Saber qual procedimento sustenta a clínica é um dos indicadores de desempenho para clínicas que mais muda decisão de agenda e de compra de material.
Há ainda um benefício prático: paciente migra. Quem entrou como particular pode voltar com plano no ano seguinte. Se a nomenclatura já é a mesma, o histórico se aproveita sem retrabalho.
Por que a guia foi glosada mesmo com o procedimento realizado
Glosa não significa acusação de fraude. Na maior parte dos casos, é falha de preenchimento. Separar por tipo ajuda a atacar a causa certa.
Glosa administrativa
- código inexistente ou desativado na versão vigente da tabela;
- dente, face ou região em branco;
- data do procedimento divergente da data de autorização;
- carteirinha vencida ou beneficiário inativo na data;
- número de guia repetido ou fora da sequência;
- guia apresentada fora do prazo de reapresentação previsto em contrato.
Glosa técnica
- procedimento sem cobertura na segmentação odontológica contratada ou fora do Rol vigente da ANS para aquele plano;
- ausência de auditoria ou perícia prévia quando o procedimento exige pré aprovação;
- documentação não anexada (radiografia, foto, justificativa);
- incompatibilidade entre o dente tratado e o histórico do beneficiário (dente já extraído em guia anterior, por exemplo);
- carência não cumprida.
Glosa por regra de acumulação
Dois códigos que a operadora não paga juntos no mesmo dente e no mesmo dia. É o caso típico de consulta somada a procedimento, ou de procedimento que já engloba outro por definição. Essa regra varia de contrato para contrato e precisa estar anotada na sua lista interna, não na memória de quem fatura.
Checklist antes de fechar o lote
- elegibilidade do beneficiário na data do atendimento;
- autorização e senha, quando exigidas, dentro da validade;
- código conferido na versão vigente, não na planilha antiga da pasta compartilhada;
- dente, face, região e quantidade preenchidos em toda linha;
- executante e CRO corretos por procedimento, não o da clínica inteira;
- anexos exigidos presentes e legíveis;
- datas coerentes com a evolução do prontuário;
- prazo de envio do lote dentro da janela contratual.
Quando a glosa vier, o recurso se monta com o número da guia, a identificação do beneficiário, o motivo informado pela operadora, o documento comprobatório e a justificativa clínica. Confirme o prazo de recurso no manual da operadora e no contrato: ele varia, e prazo perdido não volta. Vale manter um controle simples de guias glosadas por motivo, porque três meses de registro mostram qual erro é sistêmico e resolvem mais do que qualquer recurso individual.
Da cadeira à guia: o caminho onde o código se perde
Vale reconstituir o trajeto real da informação em uma clínica média:
- o cirurgião-dentista evolui no prontuário, muitas vezes em texto livre;
- a recepção lê essa evolução e transcreve para a guia ou para uma planilha;
- o faturista consolida as guias e monta o lote;
- a operadora processa e devolve o que não bate.
São três transcrições manuais antes de o dado sair da clínica. Cada uma é uma chance de trocar dente, esquecer face, repetir número de guia ou usar um código que saiu da tabela na última revisão. Papel e planilha paralela multiplicam o risco porque não validam nada: aceitam qualquer coisa digitada.
O que muda quando prontuário, orçamento e faturamento vivem na mesma base é que o procedimento lançado na evolução já é um item codificado. Ele chega ao faturamento sem redigitação, e o mesmo item alimenta o relatório por procedimento e o ticket médio. É esse encadeamento que o software para clínicas odontológicas do Transfermed cobre, com prontuário eletrônico, faturamento de convênios e guias TISS e relatórios gerenciais na mesma conta. Não elimina a necessidade de conferir a tabela vigente, mas remove as transcrições que produzem a maior parte das devoluções.
Se a sua recepção ainda conferee guia em papel, vale cruzar isso com a rotina da secretária de clínica: o fechamento de lote precisa ter dia e hora fixos, não acontecer no aperto do último dia do prazo.
Como manter sua lista de códigos atualizada sem virar um projeto
A TUSS é revisada periodicamente pela ANS. Código pode ser incluído, ter a denominação alterada ou ser desativado, e a clínica só descobre quando a glosa chega. A rotina que resolve isso é modesta:
- Nomeie um responsável. Uma pessoa, com nome, cuida da lista interna. Sem dono, ninguém atualiza.
- Marque uma conferência periódica da versão publicada no portal da ANS. Trimestral já resolve para a maioria das clínicas.
- Registre a data da última atualização na sua tabela interna, visível para quem digita. Uma planilha sem data é uma planilha sem confiança.
- Guarde o anexo de valores do contrato junto da lista. Código igual não significa valor igual entre operadoras, e é o anexo que diz o que você recebe.
- Treine a recepção pelo mapa por grupo, não pela planilha completa. Ninguém decora milhares de linhas; todo mundo aprende onze grupos e os campos obrigatórios de cada um.
Se quiser um ponto de partida organizado por grupo para adaptar à realidade da sua clínica, a lista de procedimentos odontológicos do Transfermed serve de referência de nomenclatura. A validação final continua sendo a planilha vigente da ANS somada ao anexo do seu contrato, sempre nessa ordem.
Perguntas frequentes sobre códigos odontológicos
Qual é o código de restauração em resina composta e por que ele muda de caso para caso?
Não existe um código único de restauração em resina. A tabela separa as linhas por material, por dente anterior ou posterior e pelo número de faces restauradas, então o mesmo material pode corresponder a várias linhas diferentes. Localize a denominação exata na Tabela 20 vigente da TUSS e confira o número no anexo do seu contrato. Lançar sempre a linha de uma face por comodidade é a forma mais comum de perder receita sem perceber.
Qual é o código de exodontia e como diferenciar exodontia simples, de raiz residual e de dente incluso?
Cada uma dessas situações é uma linha distinta na tabela, com complexidade e valor próprios: decíduo, permanente simples, raiz residual, com odontossecção e incluso ou semi incluso. A escolha da linha se sustenta na radiografia e na descrição do prontuário, e é exatamente isso que a auditoria confere. Busque pela denominação na versão vigente e anexe a imagem inicial sempre que o procedimento for além da extração simples.
Preciso usar código de procedimento em paciente particular?
Não há obrigação contratual, mas há três ganhos concretos: uma tabela de preços padronizada, a comparação entre orçamento aprovado e tratamento executado e a medição de receita e ticket médio por procedimento. Sem código, o mesmo tratamento vira vários nomes no sistema e nenhum relatório fecha. Usar a mesma nomenclatura do convênio ainda evita retrabalho quando o paciente passa a ter plano.
Por que a guia foi glosada se o procedimento foi realizado?
Na maioria das vezes por falha de preenchimento, não por questionamento clínico. As causas mais frequentes são código desativado, dente ou face em branco, data divergente, carteirinha vencida, guia fora do prazo e ausência de anexo ou de pré aprovação. Há ainda a regra de acumulação, quando dois códigos não são pagos juntos no mesmo dente e no mesmo dia. Monte o recurso com número da guia, documento comprobatório e justificativa, dentro do prazo previsto em contrato.
Onde baixar a lista oficial e atualizada dos códigos odontológicos?
No portal da ANS, na área do Padrão TISS, onde ficam publicadas as tabelas da TUSS, incluindo a Tabela 20 de procedimentos e eventos odontológicos. Baixe sempre a versão vigente e registre a data da consulta na sua lista interna. Para o setor público, a referência é o SIGTAP, ligado à tabela SIA-SUS.
Qual a diferença entre TUSS, CBHPO e a tabela própria do convênio?
A TUSS é a terminologia obrigatória de troca com as operadoras dentro do Padrão TISS. A CBHPO é uma classificação hierarquizada usada como referência de valorização por entidades da classe odontológica e serve para negociação, não para preencher a guia. A tabela própria é a codificação interna de uma operadora específica, prevista no contrato, com um "de para" para a TUSS. Na dúvida sobre qual enviar, o anexo do contrato decide.
Perguntas frequentes
Qual é o código de restauração em resina composta e por que ele muda de caso para caso?
Não existe um código único de restauração em resina. A tabela separa as linhas por material, por dente anterior ou posterior e pelo número de faces restauradas, então o mesmo material pode corresponder a várias linhas diferentes. Localize a denominação exata na Tabela 20 vigente da TUSS e confirme o número no anexo do seu contrato. Lançar sempre a linha de uma face por comodidade é a forma mais comum de perder receita sem perceber.
Qual é o código de exodontia e como diferenciar exodontia simples, de raiz residual e de dente incluso?
Cada situação é uma linha distinta na tabela, com complexidade e valor próprios: decíduo, permanente simples, raiz residual, com odontossecção e incluso ou semi incluso. A escolha da linha se sustenta na radiografia e na descrição do prontuário, que é justamente o que a auditoria confere. Busque pela denominação na versão vigente da tabela e anexe a imagem inicial sempre que o procedimento for além da extração simples.
Preciso usar código de procedimento em paciente particular?
Não há obrigação contratual, mas há três ganhos concretos: tabela de preços padronizada, comparação entre orçamento aprovado e tratamento executado e medição de receita e ticket médio por procedimento. Sem código, o mesmo tratamento vira vários nomes no sistema e nenhum relatório fecha. Usar a mesma nomenclatura do convênio ainda evita retrabalho quando o paciente passa a ter plano.
Por que a guia foi glosada se o procedimento foi realizado?
Na maioria das vezes por falha de preenchimento, não por questionamento clínico. As causas mais frequentes são código desativado, dente ou face em branco, data divergente, carteirinha vencida, guia fora do prazo e ausência de anexo ou de pré aprovação. Existe ainda a regra de acumulação, quando dois códigos não são pagos juntos no mesmo dente e no mesmo dia. Monte o recurso com número da guia, documento comprobatório e justificativa, dentro do prazo previsto em contrato.
Onde baixar a lista oficial e atualizada dos códigos odontológicos?
No portal da ANS, na área do Padrão TISS, onde ficam publicadas as tabelas da TUSS, incluindo a Tabela 20 de procedimentos e eventos odontológicos. Baixe sempre a versão vigente e registre a data da consulta na sua lista interna, porque códigos são incluídos, alterados e desativados a cada revisão. Para atendimento na rede pública, a referência é o SIGTAP, ligado à tabela SIA-SUS.
Qual a diferença entre TUSS, CBHPO e a tabela própria do convênio?
A TUSS é a terminologia obrigatória de troca com as operadoras dentro do Padrão TISS. A CBHPO é uma classificação hierarquizada usada como referência de valorização por entidades da classe odontológica e serve para negociação de honorários, não para preencher a guia. A tabela própria é a codificação interna de uma operadora específica, prevista em contrato, com um de para para a TUSS. Na dúvida sobre qual enviar, o anexo do contrato decide.